Sobre Natalia…

Conforme a vida vai passando, seus amigos casando, tendo filhos e você assistindo, por muito tempo você se questiona o que há de errado comigo?

Mas o tempo o mais sábio de todos os sábios te ensina que na vida, tudo tem hora certa e pessoa exata para acontecer.

Meus amigos continuam se casando, noivando e tendo filhos. Mas inexplicavelmente neste doze de junho não me sinto errada no mundo, me sinto apenas eu completa. O grande segredo é não esperar alguém que te complete. Espere alguém que te transborde.

Completa já estou.

Estou esperando para transbordar de amor.

Feliz 12 de Junho para todos: os completos e os transbordados.

Nolipa

Eu colori de poesia
Um céu cinzento com meus medos
Desenhei nuvens macias
No escuro frio do desalento
Tracei saudade no horizonte
E preenchi de flores perto ao mar
Dancei a valsa dos dessabores
Sorri com o samba do meu par.
Eu desenhei um sorriso inteiro
Na face triste do seu adeus
E me aninhei no firme abrigo
Que é estar em braços seus
Senti tudo que eu podia
No exato minuto
Que meus olhos cruzaram os teus.

Oi. Eu sou o Goku!
Hoje vamos entender um pouquinho sobre os títulos mais comuns que costumamos ver em nossos livros de época e saber um pouquinho sobre a forma de tratamento de cada um.
Estava pesquisando e encontrei um artigo da autora Jo Beverley que explica direitinho esse sistema.  O artigo é da Jo mas em alguns exemplos eu usei os personagens do meu livro e de outros que li, pra que ficasse mais fácil de entender.
Vamos lá.
O Pariato Inglês basicamente funciona de acordo com a primogenitura, isto é, o filho mais velho fica praticamente com tudo. Se um par não tem o filho mais velho, o título e os bens que pertencem a ele vão para o próximo herdeiro do sexo masculino, provavelmente um irmão ou sobrinho. (como acontece em O Beijo da Lua, onde todos os bens passam para Emmet Walker, tio de Luna, que logo se torna o Visconde Hasselthorpe.)
i

Poucos títulos podem passar a uma mulher, se não houver herdeiro direto, mas eles vão reverter para a linha masculina, quando no momento em que ela tiver um filho. 
 Alguns títulos podem passar automaticamente através de um herdeiro do sexo feminino (quando não há herdeiro do sexo masculino) e a maioria pode ser revivido por gerações subsequentes por petição à Coroa. 
O filho mais velho é chamado de o herdeiro direto, uma vez que ele é claramente o herdeiro. Se não houver um filho, o próximo na linha de sucessão é chamado de o herdeiro presuntivo uma vez que, não importa o quão improvável, a possibilidade de um herdeiro mais próximo  ser gerado ainda está lá. Assim, um herdeiro presuntivo não detém o título de um herdeiro, se houver. Se um nobre morre deixando uma mulher, mas nenhum filho, o herdeiro, herda tudo a menos que a viúva diz que pode estar grávida. Se ela está grávida, se espera até que a criança nasça.
Um herdeiro deve ser legítimo no nascimento para herdar um título, no entanto, que poderia significar uma cerimônia de casamento realizada enquanto a mãe está em trabalho de parto. Um par pode levantar bastardos com devoção e / ou casar com a mãe mais tarde, mas um filho bastardo nunca pode ser seu herdeiro legal.
Agora vamos para os títulos conforme o artigo da JO BEVERLEY.
I – Deixando de lado a realeza, o posto mais alto é Duque.
Sua esposa é a Duquesa e eles serão Duque e Duquesa de alguma coisa, por exemplo.
Usando por exemplo o personagem do meu romance então eles seriam Duque e Duquesa de Blanchard. A forma de tratamento é de Sua/Vossa Alteza, se membro da família real; se não utiliza-se o tratamento de Sua/Vossa Excelência/Graça, embora os familiares possam abordá-los apenas como Duque e Duquesa. Ou pode dirigir-se ao duque por título.
Ex: Tenha um bom dia, Blanchard. 
Observe que o Duque também terá um nome de família, ou seja: Sobrenome (como Preston), mas não o usará no curso normal dos eventos. A Duquesa não usa o sobrenome. Se Luna Elizabeth Walker se casa com o Duque de Blanchard (cujo nome de família é Preston), ela será Duquesa de Blanchard e, de maneira informal, ela assinará como Luna Elizabeth Blanchard, e não Luna Elizabeth Preston. (interessante, não?)
O filho mais velho do Duque é seu herdeiro e terá o segundo melhor título de seu pai como título de cortesia. Quase todos os pares têm uma série de títulos marcando sua subida nas fileiras. O herdeiro de um duque é muitas vezes o próximo homem de menor título, um marquês. O título poderia, no entanto, ser um condado ou mesmo um viscondado.
Lembre-se, um título de cortesia não dá ao titular um lugar na Câmara dos Lordes ou outros privilégios da parceria. Logo, o Duque tem lugar na câmara mas seu filho, um Marquês com título de cortesia, só terá seu lugar na câmara quando assumir o título oficial de seu pai, o de Duque. Assim funciona com os outros títulos.
Se o herdeiro direto tiver um filho antes que ele mesmo se torne duque, esse filho terá o próximo título mais baixo como título de cortesia. 
Exemplo: Se o filho de um Duque (Marquês) tem um herdeiro antes do próprio ter se tornado Duque, o filho do marquês (neto do Duque) ganha o título de cortesia de Conde, e assim sucessivamente.
Se o herdeiro morrer antes de seu pai, seu filho mais velho se torna o herdeiro aparente e toma o título de seu pai.
Exemplo: Se o Marquês vem a morrer, o filho dele, o Conde se tornaria o próximo na linha de sucessão.
Isso caso o Duque não possua mais filhos.
Além do herdeiro ( Ex o Marquês) , os outros filhos de um Duque recebem o título de cortesia “Lorde” + seu nome de batismo, por exemplo. Um exemplo bem conhecido de um livro bem conhecido.
Antes de assumir o ducado, Wulfric Bedwyn era o herdeiro, Marquês de Lindsey se não me engano. Enquanto isso seus irmão e irmãs eram Lordes e Ladies.
Lorde Aidan Bedwyn, Lorde Alleyne Bedwyn. Eles nunca são Lorde Bedwyn, por exemplo.
Todas as filhas do Duque recebem o título de cortesia de “Lady” + primeiro nome + sobrenome. Por exemplo: Lady Freyja Bedwyn (Nunca Lady Bedwyn.) Se elas se casarem com um plebeu, elas mantêm o título. Se lady Freyja se casasse com o Sr. Sticklethwait, ela se tornaria Lady Freyja Sticklethwait. Se ela se casar com um par da coroa, ela adota seu título. Se Lady Hazel se casa com o Conde de Edgewood, ela se torna Condessa de Edgewood, ou seja: Lady Edgewood. Se ela se casar com o titular de um título de cortesia, então ela pode usar seu título ou seu título de nascimento como desejar.
Estou martelando essa casa, mas é o erro mais comum nos romances. Em todos os casos, os títulos Lorde ou Lady “primeiro nome”+ “sobrenome” (por exemplo, Lady Hazel Preston – Filha de um duque) e Lord ou Lady “sobrenome” ou “título” (Lady Edgewood) são exclusivos. Ninguém pode ser ambos ao mesmo tempo. Além disso, Lord ou Lady “primeiro nome” é um título conferido no nascimento, como Lady Hazel Preston. Não pode ser adquirido mais tarde na vida, exceto quando o pai adere a um título e, assim, eleva sua família.
Seguindo os exemplos da Jo Beverly:
Então, Lady Mary Smith não é Lady Smith e vice-versa.
Lord John Brown não é Lord Brown e vice-versa.
Se Mary Smith se casa com Lord Brown, ela se torna Lady Brown, e não Lady Mary.
(Se ela se casar com Lord John Brown, ela se torna Lady John Brown. Sim, pode soar estranho aos ouvidos modernos, mas o passado é, como eles dizem, um país diferente. Esse é o encanto da ficção histórica.)
II – O próximo na fila é o Marquês:
Ele será Marquês de alguma coisa, por exemplo, Marquês de Rothgar. Sua esposa é a marquesa. Ele é o marquês de Rothgar, ou Lord Rothgar, ou Rothgar para seus familiares, e sua esposa é a marquesa de Rothgar ou Lady Rothgar. Ela assinará “primeiro nome”+ “título”, por exemplo. Diana Rothgar.
Seu herdeiro direto leva seu próximo título mais alto como título de cortesia. Todos os outros filhos têm o título Lorde “nome”+ “sobrenome”. Todas as filhas têm o título Lady “nome” + “sobrenome”. Os detalhes são como para o Duque.
III – Abaixo do marquês é o conde.
Ele quase sempre será um conde de alguma coisa. Sua esposa é a condessa. Ele é referido como “Conde de Edgewood” ou “Lorde Edgewood”, ou “Edgewood” para seus familiares. Alguns condes não usam “de” como Conde Edgewood por exemplo, e nesse caso, o sobrenome da família será o mesmo que o título – neste caso seria Edgewood -, mas isso é suficientemente incomum que eu acho que deve ser evitado nos romances históricos a menos que seja um ponto de trama crucial.
Sua esposa é a Condessa de Edgewood, ou Lady Edgewood, e ela se assinará Anabelle Edgewood.
Como com um Duque, o herdeiro do conde tomará o próximo título mais baixo como um título de cortesia, e o filho do herdeiro, o próximo novamente.
Todas as filhas de um conde recebem o título de cortesia Lady “nome” (veja duques.) Todos os detalhes são os mesmos. Os filhos mais jovens de um conde, no entanto, são meramente “o honrado”, que não é usado em um discurso casual.
IV – Em seguida, é o Visconde
Sua esposa é uma Viscondessa. Ele não é “de”. Ele será, por exemplo, Visconde Hasselthorpe, geralmente conhecido como Lorde Hasselthorpe, ou apenas Hasselthorpe. Sua esposa será conhecida como Lady Hasselthorpe e assinará Margareth Hasselthorpe.
Seu herdeiro não possui um título especial. Todas as crianças são conhecidas como honradas.
Por isso Luna era apenas a senhorita Luna Walker e não Lady.
V – A classificação mais baixa é a de Barão.
Sua esposa é uma Baronesa. Observe que os termos Barão e Baronesa são usados apenas na Inglaterra nos documentos mais formalizados, ou quando a distinção deve ser feita em outros lugares. O uso geral é simplesmente chamá-los de Senhor e Senhora. Ela assinará “primeiro nome” do “título”. Crianças tem o mesmo tratamento que os filhos do visconde.
E ai, gostaram?
Algumas coisas são mais chatinhas mas ao menos ajudam a entender porque alguns personagens são chamados de uma forma e os outros não.
Para acessar o artigo completo da Jo Beverley, clique aqui http://www.jobev.com/title.html
Até a próxima,
Beijos
Nana.

Nove meses atrás eu iniciava uma nova trajetória, eu decidi que queria transformar os tantos personagens existentes em minha mente em algo vivo e real que tocasse a vida das pessoas. Save the Date fez com que eu extrapolasse meus próprios limites e abrisse minha mente para outras possibilidades. Está longe de ser a história perfeita pela qual anseio e por isso está sendo reescrita, o que ocasionou a pausa em Recados.
Mas, hoje eu quero agradecer à todos que contribuíram para que meu humilde livrinho tivesse mais de 20 mil leituras no wattpad.
Muito Obrigada,
Com Amor,
Nolipa

#nolipa #savethedate #escrita #literaturafeminina #wattpadbr #livros #lovebooks #amor #janeausten #prideandprejudice #lizzybennet #mrdarcy

Sobre Natalia…

Estava eu aqui sentada baixando um aplicativo no Google Play e me deparo com vários apps de diário.  E pensei: “Na minha época,  isso era feito em caderninhos com cadeado que a gente escondia pra ninguém encontrar.“  Era uma espécie de melhor amigo de toda menina,  cheio de adesivos de chiclete Ping Pong,  perfume,  flores do quintal da vó. 
Afinal qual de nós nunca ganhou uma belezura daquelas com páginas enfeitadas e cadeadinhos de coração e se sentia uma princesa como dos filmes?  Ou quem nunca teve aquela agenda do estudante cheia de rabiscos e frases da bala freegeels?
O meu era cheio de caneta colorida e bilhetinho das amigas, papel de bala com nó e embalagens de sonho de valsa. O bacana era e é folhear tudo aquilo e rever o quanto mudou.  Lembro-me que depois de um tempo surgiram os fotologs,  blogs,  o orkut,  o Facebook e tudo se vinculou tão fortemente ao nosso dia dia que paramos de guardar nossos segredos,  para nós mesmos.  Todo mundo sabe como estou me sentindo,  ou o que você está pensando agora! 
Não dedicamos mais tempo pra ouvir nossos pensamentos,  escreve-los para depois reler e ver se era aquilo mesmo. 
Serei eu muito nostálgica em imaginar que um diário de aplicativo não teria a mesma função?  Sem cheiro, sem papéis perdidos por dentro, sem vínculo e podendo ser acessado em qualquer lugar?  Sem todo aquele clima de solidão,  aquele momento você com você  de pensar o que ninguém mais poderia ver!
Eu ainda prefiro o tato,  de folhear o papel,  o olfato de borrifar perfume e as lembranças escritas a tinta! 
E vocês?
E você do que sente saudade?

Beijo, N.

Crônica Sonora

Ele era um sujeito meio tolo, de sorriso aberto e cabelo bagunçado e se achava apenas mais um malandro no mundo. Ele chegou de mansinho e de leve e tumultuou todo meu ser, tumultuou meu mundo certo. Chegou banalizando tudo de valor, e valorizado todo o banal, lapidou meus medos, destruiu minhas certezas, apenas chegou como uma torrente, um terremoto, um tsunami…

Ousado, intenso, deslealmente leal, presente na ausência, distante na presença, envolvente e repulsivo ao mesmo tempo. Atrativo e repelente, dois opostos de mim absolutos… ele chegou e invadiu meu mundo, girou tudo mexeu comigo. Ele se prendeu a mim mesmo sem me prender com ele.

Ele apareceu numa bruma leve em um domingo de verão e ficou por todo outono quase até o inverno. Ele é como uma miragem sem cor, sem som e gosto ou tato, mas ao mesmo tempo ele tem tudo isso cravado na memória das lembranças que ainda nem criamos. E é neste silêncio constante da miragem desta bagunça que desejo o dia do encontro, da trama de aprender esquecer o que ainda não tive. Como harmonizar dois opostos inteiros em segundos, ou fazer faíscas nas águas dançar sob as águas, mesmo que caminhar sob as águas seja impossível.

Através dele me torno impossível.

Ele rega minha alma, da mesma forma que minha alma nega a dele. Ou que nossas almas se negam enquanto se regam,os juízos se repelem, se unem e se debatem.

Ele me tumultua, enquanto eu ainda nem sei bem o porquê…

Crônica inspirada na canção Você Me Bagunça de O Teatro Mágico.