Lançamento

Nove meses atrás eu iniciava uma nova trajetória, eu decidi que queria transformar os tantos personagens existentes em minha mente em algo vivo e real que tocasse a vida das pessoas. Save the Date fez com que eu extrapolasse meus próprios limites e abrisse minha mente para outras possibilidades. Está longe de ser a história perfeita pela qual anseio e por isso está sendo reescrita, o que ocasionou a pausa em Recados.
Mas, hoje eu quero agradecer à todos que contribuíram para que meu humilde livrinho tivesse mais de 20 mil leituras no wattpad.
Muito Obrigada,
Com Amor,
Nolipa

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Sobre Natalia…

Estava eu aqui sentada baixando um aplicativo no Google Play e me deparo com vários apps de diário.  E pensei: “Na minha época,  isso era feito em caderninhos com cadeado que a gente escondia pra ninguém encontrar.“  Era uma espécie de melhor amigo de toda menina,  cheio de adesivos de chiclete Ping Pong,  perfume,  flores do quintal da vó. 
Afinal qual de nós nunca ganhou uma belezura daquelas com páginas enfeitadas e cadeadinhos de coração e se sentia uma princesa como dos filmes?  Ou quem nunca teve aquela agenda do estudante cheia de rabiscos e frases da bala freegeels?
O meu era cheio de caneta colorida e bilhetinho das amigas, papel de bala com nó e embalagens de sonho de valsa. O bacana era e é folhear tudo aquilo e rever o quanto mudou.  Lembro-me que depois de um tempo surgiram os fotologs,  blogs,  o orkut,  o Facebook e tudo se vinculou tão fortemente ao nosso dia dia que paramos de guardar nossos segredos,  para nós mesmos.  Todo mundo sabe como estou me sentindo,  ou o que você está pensando agora! 
Não dedicamos mais tempo pra ouvir nossos pensamentos,  escreve-los para depois reler e ver se era aquilo mesmo. 
Serei eu muito nostálgica em imaginar que um diário de aplicativo não teria a mesma função?  Sem cheiro, sem papéis perdidos por dentro, sem vínculo e podendo ser acessado em qualquer lugar?  Sem todo aquele clima de solidão,  aquele momento você com você  de pensar o que ninguém mais poderia ver!
Eu ainda prefiro o tato,  de folhear o papel,  o olfato de borrifar perfume e as lembranças escritas a tinta! 
E vocês?
E você do que sente saudade?

Beijo, N.

Crônica Sonora

Ele era um sujeito meio tolo, de sorriso aberto e cabelo bagunçado e se achava apenas mais um malandro no mundo. Ele chegou de mansinho e de leve e tumultuou todo meu ser, tumultuou meu mundo certo. Chegou banalizando tudo de valor, e valorizado todo o banal, lapidou meus medos, destruiu minhas certezas, apenas chegou como uma torrente, um terremoto, um tsunami…

Ousado, intenso, deslealmente leal, presente na ausência, distante na presença, envolvente e repulsivo ao mesmo tempo. Atrativo e repelente, dois opostos de mim absolutos… ele chegou e invadiu meu mundo, girou tudo mexeu comigo. Ele se prendeu a mim mesmo sem me prender com ele.

Ele apareceu numa bruma leve em um domingo de verão e ficou por todo outono quase até o inverno. Ele é como uma miragem sem cor, sem som e gosto ou tato, mas ao mesmo tempo ele tem tudo isso cravado na memória das lembranças que ainda nem criamos. E é neste silêncio constante da miragem desta bagunça que desejo o dia do encontro, da trama de aprender esquecer o que ainda não tive. Como harmonizar dois opostos inteiros em segundos, ou fazer faíscas nas águas dançar sob as águas, mesmo que caminhar sob as águas seja impossível.

Através dele me torno impossível.

Ele rega minha alma, da mesma forma que minha alma nega a dele. Ou que nossas almas se negam enquanto se regam,os juízos se repelem, se unem e se debatem.

Ele me tumultua, enquanto eu ainda nem sei bem o porquê…

Crônica inspirada na canção Você Me Bagunça de O Teatro Mágico.

 

CONTÉM CONTEÚDO ADULTO – PUBLICAÇÃO PARA MAIORES DE 18 ANOS.

Cenas eróticas dentro do romance.

Olá leitores!

Sou Luz, ou Lu. Como quiser chamar.

Essa é minha primeira coluna nesse blog maravilhoso da minha amiga Natália (Nolipa). Me senti privilegiada ao receber o convite para falar um pouquinho da literatura erótica nacional.
Hoje decidi, como estreia, ser bem direta.
Vamos falar de sexo.
(Wooooool)

Mas como assim? Sexo, na cara dura? Mas… Menina, você anda muito ousada!

Siiiiim!

Quem lê meus livros sabe bem a forma como decido narrar o sexo entre o casal principal. Hoje há em nossa literatura erotismo de diversas formas. Nem sempre um livro considerado erótico vai narrar com cem por cento de detalhes os acontecimentos da relação sexual. Não é isso que define o erótico.

Erótico é erótico por tratar o sexo como algo aberto e livre em seus livros. Ter cenas mais recheadas com descrições e não somente um “fizeram amor à luz da lareira”.

Então sim. Se seu livro fala “Ele introduziu lentamente seu membro dentro dela” ou algo semelhante, é erótico.

Como eu faço para me inspirar nas cenas de sexo e descrevê-las a fim de que todos os leitores consigam realmente sentir-se dentro da cena?

1- Conhecer meus personagens.
Estarei aqui exemplificando com os protagonistas do meu livro “Magnético”, que se encontra em andamento no wattpad.
Larissa é turrona, teimosa, gosta de estar certa e orgulhosa. No sexo ela não é diferente. Gosta de tomar as rédeas às vezes e de ser satisfeita da melhor forma. Mas também se entrega e faz de tudo pra satisfazer seu parceiro, se estiver à vontade pra isso. Ela é dona de si e não fica pensando no que o outro pode achar. Vai lá e faz.
Nick é sensível, porém seu senso de humor e o modo como repele o amor o deixa um tanto engraçado quando nota que aquele tipo de relação sexual está ultrapassando os sentimentos apenas carnais que sempre sentiu com outras. É do tipo doido que faz o que der na telha, porém sempre preocupado se a parceira vai gostar ou não.
Sabendo disso eu já consigo elaborar a cena de sexo em minha mente. Como ela começa, como ela se desenvolve.

2- Ver gifs eróticos. (não disse pornografia).
Eu, às vezes acrescento gifs eróticos nos capítulos do wattpad. Gifs que mostram cenas do envolvimento dos personagens. Isso me inspira em muitas vezes na hora da narrativa. Por exemplo: No lugar de “Ele a deitou na cama e beijou seu corpo”, após ver gifs poderia trocar por: “Ele a posicionou com delicadeza na cama e suavemente deslizou suas mãos desde as coxas até o vale entre seus seios, causando arrepios e gemidos involuntários nela.”

3- Reler cada parágrafo.
Uma cena de sexo narrada em sua totalidade é difícil. Às vezes podemos perder detalhes importantes como esquecer de tirar a calça ou alguma peça de roupa e ir logo aos finalmente. Então eu sempre releio o último parágrafo, imagino e vejo se dá pra partir pro próximo.

4- Incluir diálogos de sentidos entre as narrativas.
Ler o que os personagens querem expressar naquele momento é essencial pra um mergulho em profundidade na história. Às vezes a mocinha apenas ofega ou geme, mas por quê não pôr palavras na boca dela? Por exemplo:

“— Ah… Isso… — Disse entre gemidos ao sentir cada carícia.”

5- Não ter medo de usar palavras chulas.
Falando apenas por mim. Eu uso as palavrinhas proibidas como “foder” “transar” “orgasmo”, entre outras, incluindo palavrões.
Se seu estilo permite o uso, use e abuse.
Caso não permita, tente passar da mesma forma apenas substituindo as palavras, como por exemplo: Possuir, fazer amor, clímax.
Não tenha medo de usar e ousar!

6- Nunca, jamais esquecer dos sentimentos.
Sentimentos precisam ser narrados, não apenas os atos.
Conseguimos imaginar uma cena onde o autor apenas fala “Fulano colocou fulana na parede. Fulano inseriu seu pau na entrada úmida de fulana e estocou de modo feroz” ? Sim, conseguimos.
Mas o que eles sentiram com isso?
Cadê as pulsações? O ar em falta nos pulmões? Os pensamentos durante aquele ato? As comparações dos atos com sentimentos?
Precisamos também pensar nisso.

7- Deixar claro quando começou e quando acabou.
O leitor gosta do momento do primeiro contato e do momento do clímax. Se você, autor, souber dar maior investimento no começo (toques, falas, tirar de roupas) e no fim quando os dois chegam ao orgasmo e o que ocorre depois disso, você consegue criar uma certa firmeza e fixação na mente do seu leitor para aquela cena. Não foi uma cena que passou desapercebida e sem importância. Ela ficou guardada.

Bom, acredito que essas dicas sejam cruciais para uma boa narrativa da relação sexual entre seus personagens. Para finalizar, deixo uma de minhas cenas aqui abaixo para que possam desfrutar:

“Nick

Meus olhos, antes semicerrados, abriram-se e encontraram com os dela.
O tom azulado dos seus, brilhava.
Foi quando eu imaginei que seria impossível aumentar o que meu interior sentia por ela. Seria impossível elevar o que meu ínfimo exalava por aquela mulher.
Mas me enganei.
Me enganei pois ela segurou meu membro, se posicionou encima de mim e o roçou na sua entrada úmida.
— Ah… Gostoso… — Gemeu de olhos fechados.
E sentou.
Camisinha. Eu estava sem.
Foi então ali, naquele momento em que a senti sem barreira alguma, que me conscientizei de nunca antes ter comido alguém sem camisinha.
Foi ali, sentindo seu corpo saltar encima do meu com tanta vontade, vendo seus seios subirem e descerem e seus cabelos balançarem refletindo a parca luz que vinha de fora, ouvindo os gemidos e ofegares que saíam de sua boca e sentindo… Sentindo meus próprios batimentos cardíacos descompassarem a cada instante em que notava seu olhar de prazer que eu tive certeza.
Eu não estava apaixonado.
Eu a amava.

Larissa.

Que se dane tudo. Eu só queria tê-lo dentro de mim o mais rápido possível. Foi impossível resistir após aqueles momentos tão… singulares que compartilhamos.
Depois de eu sentar e rebolar gostoso em seu pau, ele levantou e me retirou de lá. Me colocou de quatro na cama e me possuiu da forma mais intensa e avassaladora que possa imaginar.
A cada estocada eu ofegava e gritava.
— Ah… Mais… Vai…
— Quer mais, minha esposa?
Meu Deus… Eu não devia sentir tanto tesão ao ouvi-lo me chamar de esposa, mas eu encharquei ainda mais depois disso. Como se fosse possível.
— Sim, esposo. Quero mais. Quero tudo.
— Grrr. — Um rugido gutural escapou de sua garganta no momento em que eu proferi a palavra “esposo”, o fazendo acelerar e aprofundar as estocadas enquanto eu, ainda com os joelhos e mãos apoiadas no colchão, apenas gemia.
Senti-me chegar ao ápice, mas não quis avisar. Queria que ele continuasse, queria que ele nunca saísse de mim. Queria…
Ah…
— Puta mulher gostosa… — Murmurou quando me contraí e gozei.
Não havia como não me dar por inteiro quando se tratava de Nick.
O homem mais espetacular na cama que eu já conheci.
Então o senti também ofegar enquanto suas investidas faziam permanências dentro de mim. Ele estava gozando.
— Ah… Ah… Puta merda…
Sua voz repleta de tesão era máscula demais. Ainda mais que o normal. Eu arrepiava só de ouvir.
— Gozou, lindo? — Virei a cabeça para tentar olhá-lo.
A luz da ilha vinha por trás dele, da janela. Então só conseguia olhar parte do seu rosto. Mas o notei com olhos fechados e cabeça pra trás, como se buscasse ar.
Putz… Foi a visão mais linda dele após o orgasmo.
Eu estava com sérios problemas.
Pois tinha certeza de que não devia sentir essas coisas.
Mas…
Não era tão tonta pra ignorar aquilo.
Eu estava gostando dele. Mesmo imbecil, mesmo implicante, mesmo idiota, machista, babaca, metido, arrogante, estúpido e autoritário.
Eu consegui passar por cima de todos esses defeitos e acabar me afeiçoando a ele.
E nunca me senti tão estúpida, ao mesmo tempo em que me sentia tão satisfeita por tê-lo.
Afinal, éramos marido e mulher.
Pelo menos por um ano.”

É isso gente, espero que tenham gostado das dicas e que continuem acompanhando as colunas aqui sobre literatura erótica.
Beijos de Luz.


Luz, é autora de romances eróticos e atualmente possui algumas obras disponíveis no Wattpad e seu primeiro romance Arruinados já é sucesso na Amazon.


Sobre Natalia…

E todas as vezes que ela se apaixonou pelo mocinho da história.

Sempre gostei mais dos mocinhos, vibrei mais por eles que pelas meninas. Na verdade em casos de livros narrados pelo personagem feminino e masculino eu acabo por gostar mais do cérebro deles que delas. 

Mulheres até na literatura tendem a ser mais complicadas, enquanto o cérebro literário masculino é mais prático. Prefiro esses. Além do mais não tem como me apaixonar por uma mocinha, porque eu gosto de meninos, então lhes apresento os meus 4 mocinhos (ou tontinhos) favoritos:

O mais lindo e maravilhoso de todos, e sinto uma pena que ele não seja um humano de verdade Jack Devine da musa maior Marian Keys em Sushi. 


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Jack é alto, moreno e desgrenhado e essa é a primeira descrição que temos dele no livro. Possui aparentemente um humor ácido, vive um relacionamento ioiô e isso afeta diretamente seu humor, com explosões que não levam a percepção da pessoa que ele realmente é. Com o desenrolar da história percebemos em Jack, um homem rico, porém simples, gentil sem ser bobo, eficiente e extremamente inteligente, humano e cheio de compaixão. É um personagem que cresce e faz com que você se apaixone ou odeie. 


Talvez eu goste tanto de Jack, por ele se mostrar tão normal ao longo da história. Com erros, acertos e humanidade. E assim como eu conheceria uma pessoa intrigante e irritante na vida real, a convivência me mostraria, outro inteiramente surpreendente. Não há uma frase favorita, ou um momento preferido, é todo o conteúdo dele, além do perfil moreno, alto, olhos escuros e cabelo bagunçado. E de Sushi ser o meu livro favorito da autora e da vida inteira conforme já dito aqui semana passada.

Depois disso temos Jack Harper.  O tolinho de O Segredo de Emma Corrigan o meu favorito de Sophie Kinsella

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Jack também é moreno e alto. Possui bom humor e inteligência e muitos segredos (não tantos quanto Emma possui). E confesso não saber exatamente porque gosto tanto dele. Boa parte do livro ele é egoísta e desconfiado, mas a maneira com a qual ele transforma Emma, faz com que você dê todos os créditos para ele. Eu entendo a loucura dela por ele, a raiva que ela sente, e assim como Emma consigo terminar o livro todas as vezes que leio, apaixonada pelo criador da Panther Cola.


O livro em si, é maravilhoso, engraçado e a mocinha Emma é sensacional. É uma história cativante e engraçada, com reflexões sobre o comportamento humano também. Apresenta os dilemas do relacionamento, da família, 

Meu próximo mocinho preferido chama-se Anthony Bridgerton e é um personagem pertencente a uma série chamada os Bridgertons.

Julia Quinn nos apresenta Anthony e toda sua personalidade marcante em o Visconde que me Amava.

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Anthony, rapaz alto, de cabelos escuros e encaracolados, mas este vive no século XIX, em meio a corte e com todos aqueles bailes lindos. Anthony aparece desde o primeiro livro da série que ainda não acabou, mas o livro de sua história é o segundo. E pra mim é impossível não gostar do homem que tem medo de abelhas, e principalmente da morte. Com todo um passado desabonador, Anthony nos cativa ao mostrar, a generosidade e o amor tão característico dos Bridgertons, e se você não escolhê-lo como o irmão preferido, irá no mínimo passar a adorá-lo junto com Kate, conforme desconstruir as camadas de Anthony e deslumbrar o sonho épico que ele é. 


Conforme citado acima, o personagem é pertencente a uma série de livros de romances históricos, passados na Inglaterra do século XIX. Anthony é o mais velho dos oito irmãos e irmãs Bridgertons, e por ter pedido o pai muito cedo, acaba por ser o homem da casa também, o responsável pelo lar e por todos os seus irmãos mais novos. A série e linda, e todos os irmãos extremamente cativantes, mas o Visconde Bridgerton vulgo, Anthony é sensacional. Logo falarei melhor sobre a série. 

O último e não menos importante é Lord Edward Fairfax, mocinho criado pela incrível amiga e autora Nana Valenttine.  Ed é moreno, alto, sexy, libertino, leal, lindo e também vive no século XIX que é onde se passa a história Os Olhos de Hazel.  Nana sabe do meu amor fulminante e platônico por Edward, porque acompanhei a história ser escrita no Wattpad e pude dar todos os pitacos necessários para que ele fosse ainda mais sensacional. 

Me apaixonei por Ed, pelo ser humano maravilhoso que ele é, capaz de beijar uma garota apenas para que ela soubesse o que esperar de seu grande amor, capaz de dividir as estrelas com uma criança que acabara de perder os pais, ou de ser capaz de se abster do amor apenas pelo medo de perdê-lo. Ele me ganhou por ser o melhor amigo que um homem poderia ter ao largar sua vida e sua única família para acompanhar seu melhor amigo em uma viagem.

Ai ai… Ed por enquanto só está disponível na Amazon em e-book, mas vale cada linha lida.

E você, qual seu mocinho preferido? Me conta aí!

Um Beijo


Nolipa

Oi, eu sou o Goku!

Não uahuahau.

Goku era famoso e salvou o mundo. Eu sou uma humilde escritora de romances de época, que gosta de DB a propósito.

Muito prazer, me chamo Nana Valenttine e hoje vou explicar pra você de uma forma simples e curta, a diferença entre: Romance de Época, Romance Histórico e Clássico.
Muuuuitas pessoas confundem os três e já vi definições por ai sem pé nem cabeça, o que apenas dificulta ainda mais para os leitores diferenciarem os gêneros e assim encontrar o tipo de romance que realmente procura.

-Ah Nana, mas eu sei o que é romance de época, é tudo tipo Jane Austen.

-Não.

-Não?

-Nop.

-Ué?

-Então… Vou explicar.

-Vamos começar pelo ponto de que romance é tudo aquilo que é ficcional, ok?

-Ok.

-Então vamos lá: Romance histórico, o nome já diz, “histórico” pois ele mistura a ficção com fatos históricos.

Ou seja, você tem uma história de ficção, porém com fatos que realmente aconteceram.

Sou gaúcha, então vou dar um exemplo bastante conhecido.

A revolução farroupilha ( guerra dos farrapos), durou de 1835 a 1845 e foi retratada no livro A Casa das Sete Mulheres. Quem assistiu a minissérie deve conhecer. Um romance sobre a guerra e todos os personagens que viveram nela.

-Nossa, nunca pensei por esse lado.

-Fácil, né? Basicamente você usa fatos, podendo incluir personagens fictícios ou não. Isso é um romance histórico.

-Uau.

-Agora vamos ao meu favorito: o Romance de época.

-Pra mim é tudo a mesma coisa.

-Não exatamente. Um romance de época, basicamente é um romance escrito por um autor contemporâneo, porém se passa em outra época. Por exemplo, eu escrevo sobre o século 19. Crio romances na Londres antiga, reunindo os costumes daquela época, porém todos os meus personagens são fictícios.

-Ahhh, entendi. Mas e os clássicos?

-Os clássicos eram os contemporâneos de sua própria época.

-Oi?

-Um romance clássico, é aquele que foi escrito exatamente na época em que se passa. Tia Jane escreveu no próprio século 19, ou seja, ela escreveu na atualidade dela.

-Puxa! Nunca imaginei. Então quer dizer que seria como se você escrevesse algo nos dias de hoje, mas daqui a 200 anos seria como um desses clássicos?

-A linha de raciocínio está certa sim.

-Agora tudo faz sentido. Então um romance histórico basicamente lida com os fatos que realmente aconteceram, um romance de época é escrito atualmente porem se passa em outra época e um clássico foi escrito em sua própria época, isso?

-É isso ai.

-Que triiii!!!!

-UAHAUAHUAHAU

Eu indicaria:

A trilogia Texas da Lorraine Heath.

A saga Bedwyns da Mary balogh.

O príncipe dos canalhas da Loretta Chase.

E no mais indico Tessa Dare, Sarah Maclean.

E pra quem quer começar eu indico Julia Quinn pois ela mistura o romance com humor tornando a leitura muito gostosa. É uma boa pra quem quer conhecer o gênero.

Se você pesquisar no pai google, vai encontrar diversas definições, mas conforme o último encontro de romances de época do qual participei, realmente, essa é a forma mais fácil de entender.

Espero ter ajudado.

Um beijo e, até a próxima.

Nana.


Nana Valenttine é autora de romances de época e suas histórias encontram-se disponíveis na plataforma Wattpad e também em versão revisada e completa em e-book na Amazon. 


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Sobre Natalia…

Oi gente tudo certo? 

Estive pensando e parece um pouco egocentrista o fato de todas as segundas feiras, eu vir aqui e falar sobre mim, entretanto o Sobre Natalia, nada mais é que um título nada egocentrista, tudo bem é egocentrista, mas um espaço onde vou contar coisas à meu respeito, mas também que gostei de ler, assistir ou até mesmo ouvir.

O que vocês precisam conhecer Sobre Natalia,  por ora, é que meu gênero literário favorito é chick-lit e não foi coincidência que este tenha sido o gênero escolhido para minha estréia no mundo dos romances contemporâneos. Dentre todos os mais de quinhentos livros que li ao longo destes últimos cinco anos que voltei a cultivar este hábito, meu livro favorito e que leio pelo menos uma única vez a cada ano é um chick-lit, Sushi, escrito pela minha autora favorita a irlandesa Marian Keyes, que tive a oportunidade magnífica de conhecer na última Bienal de São Paulo. 

Foi esta visita da Marian que despertou em mim o desejo de escrever Save the Date,  e logo na segunda-feira subsequente ao retorno da bienal escrevi os dois primeiros capítulos diretamente no bloco de notas no meu celular. Eu não fazia ideia de que aquela história de uma noiva blogueira teria fim, ou que eu mergulharia tão profundamente na alma daqueles personagens a ponto de imaginá-los vivenciando fatos rotineiros do meu dia.  

Então talvez esta coluna não seja somente Sobre Natalia, já que hoje ela é mais Sobre Como Marian, fez com que Natalia passasse de leitora à autora. 

E vocês já leram algo dela? Qual seu autor favorito? E seu livro preferido? 

Conta para mim!

Um beijo 


Nolipa